Face à necessidade de definir o espaço geográfico mais favorável ao desenvolvimento do programa da ADEFS, analisados os levantamentos elaborados para o efeito, escolheu-se uma zona nas encostas do rio Côa onde se localizam as actuais estruturas das Termas da Fonte Santa, onde se mantêm os antigos edifícios termais e seus complementares, onde se encontram muitos vestígios da vida rural de Almeida desde tempos remotos e onde alguns dos primeiros sócios da associação, nomeadamente a Câmara Municipal de Almeida, possuem propriedades e mostraram-se dispostos a valorizá-las seguindo o plano colectivo preconizado pela associação.
Este foi pois o território que consideramos ter as condições indispensáveis ao desenvolvimento dos nossos objectivos e por isso o demarcamos em 2009 com a designação de Campus Ecológico.
Clique aqui para mais informações.
Campus Ecológico, numa Visão atual da ADEFS
O Campus Ecológico da ADEFS continua a ser uma visão estruturante para o futuro de Almeida, ligando conhecimento, natureza e empreendedorismo num território de fronteira com enorme potencial ainda por explorar. Num contexto em que a sustentabilidade, o turismo de natureza e a valorização do mundo rural são tendências em franca expansão, este estudo mantém plena atualidade e oferece uma base sólida para novas parcerias e investimentos. Assente nas Encostas da Fonte Santa, o Campus Ecológico parte de um diagnóstico claro: Almeida dispõe de uma posição geoestratégica excecional, boas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, património histórico-militar de relevo e um património natural singular, mas continua a enfrentar desafios de desertificação humana, envelhecimento da população e fraca dinâmica privada. A ADEFS nasceu precisamente deste contexto, em 2008, reunindo proprietários, autarquias e outros atores locais em torno de uma missão: estudar, conservar, valorizar e divulgar o património ambiental da zona, promovendo simultaneamente empreendedorismo e emprego qualificado. O Campus estrutura-se em dois polos complementares: a Estação de Campo, assente na reabilitação das antigas Termas da Fonte Santa, e a Quinta Ecológica, pensada como espaço vivo de turismo ecológico, educação ambiental e negócios inclusivos. A Estação de Campo integra o “Centro de Vida”, com valências científicas, pedagógicas e de acolhimento (laboratório, auditório, alojamento, zonas verdes e desportivas), vocacionado para escolas, investigadores, empresas e turistas que procuram experiências ligadas à natureza e ao conhecimento. Já a Quinta Ecológica propõe uma lógica de “aldeia de projetos”, onde diferentes iniciativas – desde o birdwatching aos passeios de burro, do aluguer de bicicletas ao consumo de produtos endógenos – funcionam de forma autónoma, mas cooperante, com forte aposta na igualdade de género e no empreendedorismo feminino. Em plena era do Portugal 2030 e da transição climática, o Campus Ecológico afirma-se como plataforma aberta, flexível e atual, pronta a acolher novos parceiros que partilhem a ambição de fazer de Almeida uma terra mais moderna, inovadora e competitiva.

