Ordenamento do território

A ADEFS tem uma missão bem definida – acrescentar valor aos produtos da terra. Por conseguinte, não elaborámos o nosso plano de acção sem inicialmente termos feito um estudo prévio sobre o ordenamento do território (hoje considerado um dos principais pilares que alicerçam a sustentabilidade de um território) em função dos sectores económico onde nos propusemos  intervir.

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Prosseguir a missão da ADEFS no âmbito ambiental e perseguir o objectivo de criar uma dinâmica turística relacionada com a natureza implicou seleccionar  o espaço biofísico que melhores condições oferecia para a implementação do seu programa  de acção   neste sector económico.

Resultado de uma reflexão sobre os três eixos que mais intensamente influenciam a sustentabilidade neste campo – turismo / ambiente / ordenamento do território – encontramos, nas encostas do rio Côa / zona da Fonte Santa, o território com os requisitos mais ajustados ao pretendido.

Mais valias consideradas:

  • localização das actuais instalações das Termas da Fonte Santa;
  • localização do antigo edifício termal e seus complementares;
  • múltiplos vestígios da vida rural de Almeida desde tempos remotos;
  • zona banhada pelo rio Côa;
  • zona com potencial ecológico e paisagístico;
  • zona onde se situam propriedades do sector público (Câmara Municipal de Almeida) e do sector privado (associados da a ADEFS ) que oferecem possibilidades de intervenção consentida.

Desta análise exploratória resultou um estudo que designámos de CAMPUS ECOLÓGICO onde se apresenta e defende um cenário de mudança da área rural, preservando o quadro paisag´istico, recuperando o património edificado ajustado a novas funcionalidades mas conservando as suas características de construção, valorizando a área com infraestruturas e equipamentos colectivos.

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Na nossa região a sustentabilidade, através da agricultura, encontra grandes obstáculos, não só pela natureza “pobre” dos terrenos como também pelo facto do “minifúndio” ser a tipologia de propriedade predominante nesta zona de Portugal.

A forma  que encontrámos para melhor combater este constrangimento foi o da criação de uma Zona de Intervenção Florestal (ZIF) reconhecendo a importância da valorização dos territórios florestais para a economia local.

Assim se iniciou o processo que veio dar origem à ZIF da FONTE SANTA, tendo por foco o ordenamento do território e permitindo a uma entidade gestora sem fins lucrativos, não só estudar detalhadamente o território para  aconselhar o plantio das espécies florestais mais ajustadas e lucrativas, como também  ajudar os aderentes principalmente através de candidaturas aos fundos europeus.